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De livros, amores e sonhos

Ainda arde em mim a chama do querer,

Mesmo quando a noite insiste em demorar;

Há sonhos que recusam perecer,

E aprendem, com o tempo, a esperar.

Se o mundo tenta a fé desanimar,

Meu peito guarda um verso em construção;

Pois todo sonho sabe recomeçar

No silêncio teimoso do coração.

Não é o fim quando a dor faz morada,

É só pausa no curso da esperança;

A alma segue atenta, iluminada.

O sonho vive além da velha andança:

Mesmo em ruínas, nasce a alvorada —

O livro não fechou, Apenas se fez mudança.

Aprendiz de Clássicos-2026).

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